Chalita defende auditoria nas contas da Prefeitura

Com discurso repleto de críticas ao atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), e ao adversário tucano nessa corrida municipal, José Serra (PSDB), o candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, sinalizou que, caso vença as eleições de outubro, pretende fazer uma devassa nas contas públicas. "Faria isso (devassa) não como uma medida de percepção, mas como uma medida de organização e de objetividade. Faria uma auditoria das contas", declarou o candidato.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

27 de agosto de 2012 | 19h28

Essa auditoria, no entanto, não será semelhante àquela realizada em 2005, quando José Serra assumiu a Prefeitura como sucessor de Marta Suplicy (PT). Chalita acusou o tucano de ter feito uma devassa "política" na administração da ex-prefeita. "Serra foi incorreto com a Marta, quis destruir a imagem dela", afirmou. Outra diferença apontada por Chalita é que ele não pretende romper nenhum contrato da cidade. "Ele (Serra) suspendeu pagamentos. Eu não quero chegar e descumprir os contratos."

Questionado sobre quais pontos da administração Kassab considera mais delicados, Chalita citou a má gestão, exemplificando com a inspeção veicular, realizada pela empresa Controlar. Segundo ele, não há locais no mundo que fazem inspeção em veículos novos, como aqui na Capital. Apesar da crítica, ele não pregou o fim dessa durante sabatina para a série Entrevistas Estadão.

Na avaliação de Chalita, Kassab foi um dos piores prefeitos que a cidade de São Paulo já teve. E disse, inclusive, que o pedessista já teve os bens bloqueados, assim como Celso Pitta, falecido prefeito que administrou a cidade no período de 1996 a 2000. "Nem o (Paulo) Maluf teve os bens bloqueados", comparou. Segundo o candidato do PMDB, Kassab deixou passar um bom momento econômico e político para administrar bem a cidade, optando por fundar um partido. "Kassab teve mais dinheiro que todo mundo (outros prefeitos) e não soube usar", criticou.

Haddad

O candidato do PT, Fernando Haddad, também foi alvo de críticas. Para Chalita, sua proposta de criar um bilhete único mensal "confunde o usuário". "Ela (proposta) não mexe na estrutura do transporte. Na minha opinião não é uma proposta consistente para melhorar o sistema, transforma o caos (do transporte público) num caos um pouco maior. Não me parece uma proposta de melhoria."

Rio de Janeiro

Uma das administrações que inspira Gabriel Chalita é a do Rio de Janeiro, nas mãos do seu correligionário Eduardo Paes. Chalita elogiou o projeto Porto Maravilha, que está revitalizando a zona portuária do Rio. "Faria o mesmo projeto para o centro (de São Paulo). Criaria uma unidade gestora. É um órgão de gestão", afirmou.

Chalita também defendeu o uso de aplicativos em telefones celulares que seriam enviados a uma central de inteligência da Prefeitura. "Com esse aplicativo do celular, você manda (os problemas da rua) para a Prefeitura resolver", apostou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.