André Lessa/AE
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Chalita critica reunião de Serra com equipe de Russomanno

Para o candidato do PMDB, o encontro é prejudicial à política; ele também criticou Kassab ao dizer que o prefeito deveria se preocupar com questões mais urgentes

Felipe Frazão, de O Estado de S. Paulo

25 de julho de 2012 | 19h07

O candidato do PMDB a prefeito de Sao Paulo, Gabriel Chalita, criticou nesta quarta-feira, 25, a reunião do tucano José Serra com o coordenador da campanha de Celso Russomanno (PRB), Marcos Pereira, e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) na sexta-feira, 20. Chalita afirmou que a formaçao de candidaturas auxiliares são lamentáveis e que o encontro entre os adversários foi muito ruim para a politica.

"O Kassab está prestando um desserviço para a politica. Se de fato o Russomanno está se prestando a isso (ser uma suposta candidatura de apoio a Serra) acho lamentável. O Kassab deveria estar reunido com o governador Alckmin e com a presidenta Dilma, preocupado com o problema da violência. E não com o Marcos Pereira e com o Serra para discutir uma eventual aliança ou uma ajuda de um pro outro. Isso é ruim para a politica."

Chalita havia feito acordo com Russomanno para apoio mútuo caso um dos dois avance ao segundo turno. Ele afirmou, no entanto, que o trato tem outro viés, mais distante, porque o primeiro turno ainda será disputado.

Russomanno nega ter feito acordo com Serra, mas confirma a conversa de Pereira com o tucano. O republicano diz que será "independente" na campanha.

"Se isso é verdade (acordo) também o Russomanno errou", atacou Chalita, com criticas a candidatos que fazem campanha apenas para servirem de apoio a outros.

Chalita, que nega ser um candidato satélite do PT - apesar de se autodeclarar da base do governo -, disse que tem apenas boa relação com o petista Fernando Haddad, mas nao discute estratégia com ele. "Nao fiz um acordo."

Segurança. Chalita criticou o que chamou de postura omissa do prefeito Gilberto Kassab na discussão dos problemas de segurança da cidade. Mas poupou o governador Geraldo Alckmin, a quem é ligado politicamente. Ele pregou que a prefeitura lidere a estratégia de segurança, investindo em câmeras de monitoramento. Ele propôs que seja criada uma central de informações e que se instale câmeras até em ônibus.

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