Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Chalita começa 2012 em clima de campanha eleitoral

Peemedebista mantém agenda ativa com assuntos de interesse da administração paulistana

Daiene Cardoso e Gustavo Uribe, de Agência Estado

06 de janeiro de 2012 | 17h11

Enquanto o PSDB ainda discute quem será seu candidato à Prefeitura de São Paulo e o petista Fernando Haddad desfruta suas férias antes de deixar o Ministério da Educação, o pré-candidato do PMDB à sucessão municipal, deputado federal Gabriel Chalita, não perde tempo. Desde o primeiro dia útil de 2012, o peemedebista vem mantendo uma agenda ativa, que vai desde eventos oficiais até visita à favela incendiada na região central da cidade. A situação dos moradores da Favela do Moinho impressionou o deputado federal e sua assessora Lurian Cordeiro Lula da Silva, que recorreu nesta sexta-feira à intervenção do pai, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A visita do deputado federal à favela aconteceu nesta quinta-feira, 5, e foi divulgada pelo parlamentar em sua página na rede de microblogs Twitter. "Voltei da Favela do Moinho. Quanta tristeza. Quanto abandono. É impressionante a ausência do poder público", escreveu. O pré-candidato do PMDB contou que costumava visitar a favela no período em que foi vereador.

Influenciada por Chalita, que se colocou à disposição dos moradores para pedir ajuda ao governo federal, Lurian ligou para Lula enquanto ele era submetido à sua terceira sessão de radioterapia, no Hospital Sírio-Libanês, e conversava com o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), ex-secretário da Habitação na gestão Marta Suplicy. Lula foi então informado pelo petista que há a possibilidade de o governo federal ajudar os moradores e que Teixeira pretende voltar à favela nos próximos dias com Chalita.

O deputado do PMDB já havia visitado a favela logo após o incêndio do último dia 22, quando 368 barracos pegaram fogo, deixando dois mortos e 1.500 pessoas desabrigadas. Ele nega interesse eleitoral nas recentes visitas. "Não quero usar isso politicamente. Fui lá e não falei para ninguém", rebateu. Chalita aproveitou para criticar a "distância" do prefeito Gilberto Kassab (PSD) - seu desafeto político - em relação ao problema vivido pelos moradores da favela. "O Kassab foi perto, mas não chegou a entrar. Não tem que ter medo deles", alfinetou. "Acho que a Prefeitura tinha de fazer um mutirão ali", emendou.

A agenda do peemedebista começou "firme" na segunda-feira (2), com sua presença na posse do desembargador Ivan Sartori como novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. O deputado dividiu a mesa de autoridades com Kassab."Sou amigo do presidente (Ivan Sartori) e fui prestigiá-lo", justificou. No dia seguinte, Chalita teve um encontro informal com intelectuais para "pensar um projeto cultural para a cidade". Na quarta, 4, discutiu com médicos propostas para a saúde e teve sua primeira reunião do ano com o presidente estadual do partido, deputado estadual Baleia Rossi. Nesta quinta, além de visitar a favela, esteve de novo no Tribunal de Justiça de São Paulo para conversar sobre a situação de adolescentes em conflito com a lei. "Todos os dias têm várias atividades", revelou.

Outra preocupação do pré-candidato é a cracolândia, foco de ação policial nesta semana para combater o tráfico de drogas. Acompanhado do padre Júlio Lancelotti, Chalita pretende visitar a região, conhecida pelo predomínio de usuários de crack, para se "aprofundar" no tema. "Ali precisa de um projeto real, precisa de uma comunidade terapêutica onde a pessoa ficasse internada por meses para se recuperar e voltar para a sociedade. Senão é ação só midiática", analisou.

Mas antes de visitar a cracolândia, Chalita pretende se dedicar às costuras políticas. Neste sábado, sua agenda já está comprometida com o aniversário do presidente estadual do DEM, o deputado federal Jorge Tadeu Mudalen.

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