Chalita aposta em palanque eletrônico na campanha de 2012

Pré-candidato do PMDB defende uma dobradinha entre o partido e o DEM para a disputa pela Prefeitura de São Paulo

Daiene Cardoso e Gustavo Uribe, da Agência Estado

10 de novembro de 2011 | 20h23

Sem um grande recall eleitoral, e sem contar com o aval de um padrinho político de peso, o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) aposta suas fichas no palanque eletrônico para viabilizar sua candidatura à sucessão da Prefeitura de São Paulo. Em entrevista à Agência Estado, o pré-candidato do PMDB afirma que estão "avançadas" as conversas com o DEM e defende uma dobradinha entre PMDB e DEM para a disputa municipal. "Não está fechado ainda, mas a conversa vai bem." O peemedebista reconhece a importância do apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). Ele pondera, contudo, que os eleitores de São Paulo não votarão em um candidato apenas pela indicação de um padrinho político.

"A partir do momento que começa o processo eleitoral, aí é com o candidato", afirmou. "Eu acho que as pessoas não vão votar em alguém porque alguém pediu, mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por mais que alguém tente passar o seu prestígio para outro, se não houver identificação com o eleitor, não adianta", acrescenta. O peemedebista antecipa que a principal marca eleitoral de sua campanha será a "humanização de São Paulo" e concorda com a avaliação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, nas últimas semanas, lançou o slogan "yes, we care". "As pessoas estão um pouco incomodadas com a falta do cuidar da cidade de São Paulo. Nós queremos visitar cada bairro de São Paulo para identificar qual é o maior problema e qual é a possibilidade de solução", afirmou.

"Para ter uma mudança na cidade de São Paulo, o prefeito tem que entrar sabendo o que fazer e começar trabalhando desde o primeiro dia", emendou. O pré-candidato do PMDB informou que o programa de governo de sua campanha eleitoral "ainda está em construção" e que a sigla vem dialogando com partidos como o PC do B, PDT, PSC, DEM, PP e PR. "E com o DEM está avançada a conversa, nós já tivemos diversas conversas com o presidente nacional do DEM, José Agripino, e com o presidente municipal do DEM, Alexandre de Moraes." Ele informou ainda que, no atual cenário, o PMDB não deve empreender um voo solo em 2014, nas eleições à sucessão presidencial. "A tendência é manter a aliança com o PT e ter Dilma Rousseff como candidata."

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