Chalita abre mão de sigilo e pede 'investigação célere'

Deputado é investigado por suposta corrupção em contratos de sua gestão como secretário estadual da Educação

Fausto Macedo , O Estado de S. Paulo

18 de março de 2013 | 23h30

SÃO PAULO - O deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) abriu mão do pedido de trancamento dos inquéritos nos quais é investigado por suposta corrupção em contratos de sua gestão como secretário estadual da Educação (2002 a 2006). Ao Ministério Público, Chalita prontificou-se a afastar espontaneamente seus sigilos bancário e fiscal. "É absolutamente imprescindível o aprofundamento célere da investigação", disse o advogado Alexandre Moraes, defensor de Chalita.

Em ofício ao Conselho Superior do Ministério Público, Moraes requereu a desistência de todos os recursos com os quais pretendia arquivar 11 inquéritos em curso na Promotoria de Defesa do Patrimônio - as investigações têm amparo em relatos do analista de sistemas Roberto Grobman.

"Com base no princípio da celeridade processual e da razoável duração dos processos, inclusive administrativos, não há razão para a manutenção (dos recursos)", assinalou Moraes.

Há duas semanas, o conselho rejeitou os dois primeiros recursos e entendeu não ser competente nesse momento para analisar a prescrição dos atos atribuídos a Chalita - a prescrição ocorreu cinco anos após o exercício da função do ex-secretário.

A própria defesa pede o "imediato retorno dos autos para a primeira instância, com depoimento das testemunhas necessárias e análise dos documentos existentes, que comprovarão indubitavelmente a leviandade do delator (Grobman) e a total inocência de Chalita".

"Tendo entendido o conselho a necessidade de uma investigação ampla sobre todos os casos, conjuntamente, estamos nos colocando à disposição para que o mais rapidamente esses depoimentos levianos sejam desmentidos", disse Moraes. "Vamos apresentar provas, documentos, abrindo o sigilo. O deputado está à disposição para rebater todos os fatos mentirosos no momento em que os promotores quiserem."

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