CGU vai apurar denúncias contra Barbosa

A Controladoria-Geral da União (CGU) instaurou hoje uma comissão destinada a fazer uma Sindicância Patrimonial para apurar as denúncias de enriquecimento ilícito de Mauro Barbosa, ex-chefe de gabinete do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, um dos primeiros demitidos na crise do setor, desencadeada no fim de semana passado.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

12 de julho de 2011 | 20h36

Mauro Barbosa, que é funcionário de carreira da CGU, tão logo foi afastado de seu cargo no Ministério dos Transportes, entrou de férias por 30 dias e comunicou sua decisão à Controladoria, a exemplo do que fez o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot.

A comissão tem 30 dias para apurar as denúncias, que podem ser prorrogados por mais 30 dias. Barbosa é analista de finanças e controle da CGU, mas está afastado do órgão desde 2004. Primeiro ele foi cedido para a Câmara e, em seguida, para o Dnit e, depois, Ministério dos Transportes. Assim que terminarem suas férias, ele deverá se apresentar à CGU.

Pela legislação, seu chefe imediato poderá afastá-lo por até 120 dias, sem prejuízo financeiro, mas somente depois que se passarem os primeiros 30 dias e a sindicância estiver bem encaminhada a CGU tomará uma decisão em relação ao seu destino. O afastamento normalmente só ocorre em caso de o funcionário atrapalhar a investigações.

Mauro Barbosa está construindo uma mansão de 1,4 mil metros quadrados no Lago Sul, um bairro nobre de Brasília, avaliada em mais de R$ 4 milhões. De acordo com a CGU, no Ministério dos Transportes há pelo menos mais 150 processos administrativos disciplinares em andamento. Há ainda outros 18 instaurados pela Controladoria também em andamento, em relação a servidores daquele ministério.

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