CGU quer rever contrato da MTA com Correios

Um dia após o presidente dos Correios, David José de Matos, anunciar a manutenção dos contratos - que somam R$ 60 milhões - da estatal com a empresa Master Top Airlines (MTA), o ministro Jorge Hage (Controladoria-Geral da União) disse ontem que um deles foi feito sem licitação e pode ser suspenso. A MTA foi pivô da crise que derrubou Erenice Guerra da Casa Civil.

AE, Agência Estado

22 de setembro de 2010 | 09h23

O contrato analisado por auditores da CGU foi assinado em maio deste ano, no valor de R$ 19,6 milhões, para o transporte aéreo de cargas em seis trechos diferentes. Outros três contratos dos Correios com a MTA tratam do transporte de cargas entre São Paulo e as cidades de Recife, Salvador e Manaus. Parte deles só perderá a vigência em julho de 2011.

Anteontem, depois da demissão do coronel Eduardo Artur Silva da diretoria de Operações dos Correios, David Matos anunciou que todos os contratos seriam mantidos porque haviam sido feitos por meio de pregão eletrônico - informação contestada pela CGU. Matos também foi indicado em julho pela ex-ministra da Casa Civil. O coronel, subordinado a ele, era ligado à MTA, que se preparava para se transformar em transportadora oficial de cargas da estatal.

Substituição

Para escapar do terreno minado nos Correios, o governo busca agora um técnico de carreira, e não um afilhado político, para ocupar o lugar do coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva na Diretoria de Operações da estatal. Silva foi defenestrado após a descoberta de que era testa de ferro da empresa Master Top Linhas Aéreas (MTA), como revelou o jornal O Estado de S. Paulo.

Por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, conversou na noite de segunda-feira com seu colega das Comunicações, José Artur Filardi. Até agora, porém, o governo não encontrou um nome para substituir Silva. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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