CGU mantém Gautama como inidônea

A Controladoria Geral da União (CGU) decidiu hoje não aceitar o recurso apresentado pela Construtora Gautama para anular a declaração de inidoneidade, que lhe impede de ter contratos com o governo federal. A empresa foi ponto central nas investigações produzidas pela Operação Navalha, que apontou irregularidades na negociação de obras públicas.Por conta do envolvimento da Gautama no escândalo, o ministro da CGU, Jorge Hage, aplicou em 23 de julho pena de declaração de inidoneidade à empresa. A punição é rara na administração pública. Apesar da grande quantidade de escândalos, além da Gautama, excluída por decisão da CGU, apenas outras 24 empresas em todo o País são consideradas inidôneas em lista preparada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Todas essas empresas foram investigadas pelo TCU, que indicou irregularidades comprometedoras nas gestões de recursos públicos por parte delas. O parecer ao recurso da Gautama concluiu que "não foram apresentados argumentos minimamente suficientes a autorizar a reforma da decisão".

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