CGU investigará convênios do Ministério do Trabalho

Lupi, titular da pasta, é acusado de favorecer organizações ligadas ao PDT, partido que o ministro ainda preside

SÔNIA FILGUEIRAS, Agencia Estado

28 de fevereiro de 2008 | 20h48

Na próxima semana, a Controladoria-Geral da União (CGU) remeterá ao Ministério do Trabalho uma equipe de auditores encarregados de verificar os critérios usados pelo órgão na distribuição de recursos federais por intermédio de convênios. O titular da pasta, Carlos Lupi, é acusado de favorecer organizações não governamentais ligadas ao PDT, partido que o ministro ainda preside.   Veja também:   Lula defende Lupi e diz que não houve favorecimentos Lupi cancela 3 convênios com ONGs e nega acusações   Desde a posse de Lupi, em 3 de abril, foram repassados R$ 106 milhões a prefeituras e entidades sem fins lucrativos e boa parte das verbas é dirigida para organizações não-governamentais (ONGs)relacionadas, direta ou indiretamente, ao PDT.   Nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa de Lupi dizendo que não houve favorecimento na liberação de verbas do ministério para organizações ligadas ao PDT. O objetivo da CGU é checar se houve favorecimento político na distribuição das verbas. Os auditores querem saber também se as entidades escolhidas cumprem as exigências previstas em lei para receber recursos, que incluem capacidade técnica e tempo mínimo de funcionamento. A Controladoria também planeja remeter equipes aos Estados para inspecionar a execução de convênios que foram objeto de liberação de recursos.   O ministro Lupi está sendo criticado porque teria assinado um contrato de cerca de R$ 15 milhões com o Instituto de Educação e Pesquisa Data Brasil, uma organização supostamente ligada ao PDT.   No início dessa semana a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu pedir esclarecimentos ao ministro do Trabalho sobre as denúncias de irregularidade em sua administração. Lupi deve dar sua versão dos fatos 10 dias depois de recebida a notificação, conforme procedimento da Comissão de Ética.   A mesma comissão julga incompatível que Lupi continue na presidência do PDT após ter assumido o ministério.

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