CGU encontrou problemas no DF no passado, diz Jorge Hage

Segundo ministro-chefe da CGU, obras de três rodovias e metrô da capital federal já haviam levantado suspeitas

Agência Brasil,

01 de março de 2010 | 12h38

As investigações das irregularidades em contratos firmados pelo Governo do Distrito Federal que culminaram com a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, tiveram contribuição da Controladoria Geral da União (CGU), afirmou nesta segunda-feira, 1, o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage.

 

No ano passado, segundo Hage, o órgão detectou "problemas nas obras de três rodovias e no Metrô da capital federal" em auditoria feita por sorteio. Ele acrescentou que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu recentemente que o órgão amplie a fiscalização em todas as áreas do governo do Distrito Federal, que têm contratos em vigor.

 

"Brasília não tem tradição de ter um bom nível político. Ainda se adotam na periferia do Distrito Federal práticas comuns aos grotões do país, daí a necessidade de fiscalização sistemática", indicou.

 

O ministro falou sobre o assunto depois de abrir no auditório da Caixa Econômica Federal (CEF) o 31º sorteio do Programa de Fiscalização de Municípios, que sorteou nesta manhã 60 localidades com até 500 mil habitantes que vão passar por auditoria da CGU. Será fiscalizada a aplicação de recursos públicos repassados pela União para a execução descentralizada de programas federais.

 

Investigação

 

Hage afirmou que a CGU está analisando documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Cartilha, realizada na última semana em Cuiabá e em Brasília. Estão sob investigação licitações e contratações feitas por empresas gráficas das duas capitais, que recebiam encomendas do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senaer-MT).

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