CGU encontra irregularidades em obras da Gautama no DF

Construtora é apontada como pivô da Operação Navalha, que descobriu um esquema de fraudes em obras

19 Outubro 2007 | 16h55

Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre auditoria em contrato de obra tocada pela Construtora Gautama, um projeto de irrigação na Bacia do Rio Preto, no Distrito Federal, aponta irregularidades e recomenda a restituição ao governo federal, pelo governo do Distrito Federal (GDF), de R$ 1,570 milhão.   Veja Também:  Piauí retoma obras da Gautama no Luz para Todos  Gautama é declarada inidônea para operar em Alagoas   A construtora, investigada por conta da Operação Navalha, da Polícia Federal, tem envolvimento em fraudes para desvio de recursos públicos por meio de licitações. Esse é o primeiro resultado da fiscalização em andamento nos contratos firmados entre a administração pública e a empresa, declarada inidônea pela CGU em 23 de julho.   A auditoria concluiu que o projeto para construção de 26 barragens pela Gautama, contrato firmado no ano 2000, no valor total de R$ 145 milhões, foi objeto da subcontratação total e irregular, com evidência de prejuízo ao erário. Os auditores constataram que a obra foi licitada antes do estudo de impacto ambiental, situação que expõe o recurso público ao risco de desperdício.   O relatório permite calcular o prejuízo causado ao governo federal pela subcontratação. Com recursos repassados pelo Ministério da Integração Nacional (MI) por meio de convênio, o governo do Distrito Federal pagou R$ 1,570 milhão à Gautama para a preparação do projeto executivo, levantamento topográfico, estudo de impacto ambiental e serviços de sondagem. O valor que a empreiteira cobrou do GDF é 96,5% maior do que o recebido pelas empresas subcontratadas: R$ 798.684,00.       Operação Navalha   No dia 17 de maio, a Operação Navalha, da Polícia Federal,  prendeu 47 pessoas suspeitas de fraudes e licitações em obras públicas. O empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama,  é considerado o chefe da máfia das obras. Ele e seu filho, Rodolpho Veras, foram presos durante a operação.   Além deles, foram presos também políticos como o ex-governador do Maranhão, seu filho e dois sobrinhos do governador atual do Estado, Jackson Lago. O ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, renunciou após ser acusado de receber propina de R$100 mil da construtora.

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