CGU deve auditar contas do fundo de Furnas, diz Lobão

Ministro, porém, evitou dizer se há problemas na gestão do fundo; PMDB pressiona por troca no comando

Leonardo Goy, da Agência Estado

26 de fevereiro de 2009 | 18h28

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quinta-feira, 26,  à Agência Estado que o governo deverá pedir à Controladoria Geral da União (CGU) para que faça uma auditoria nas contas do fundo de pensão Real Grandeza, que administra a aposentadoria dos funcionários de Furnas. "A Eletrobrás, como controladora de Furnas, é que deverá fazer o pedido à CGU. Queremos ver o que está acontecendo para saber quem tem razão", disse o ministro.  Veja também:Funcionários de Furnas fazem paralisação no Rio  Contra trabalhadores, PMDB tenta assumir fundo de pensão de Furnas   Escândalo do mensalão derrubou diretoria em 2005 Lula manda adiar mudanças no fundo de pensão de Furnas Lobão lembrou que a estatal Furnas é patrocinadora do fundo e coloca recursos nele. "E como o presidente de Furnas disse que pediu informações ao fundo e não recebeu, temos de saber o que houve", completou. O ministro ressaltou que a atual diretoria fez mudanças no estatuto em defesa própria, aumentando em um ano o mandato de diretores e dando a eles a possibilidade de reeleição por tempo indeterminado. Lobão, porém, evitou dizer se há ou não problemas na gestão do fundo. Segundo ele, isso terá de ser checado pela auditoria que a CGU fará. A queda de braço envolvendo Lobão e a diretoria do fundo Real Grandeza foi pauta da reunião de ontem do ministro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo fontes do governo, Lobão defendia que, em assembleia marcada para hoje, fosse realizada uma eleição para trocar o comando do fundo. Os funcionários porém se opuseram ao movimento, acusando o ministro de tentar emplacar nomes do PMDB para gerir o bilionário fundo e chegaram a marcar paralisações em protestos contra a eventual mudança. Lula, porém, segundo essas mesmas fontes, teria preferido a cautela e pedido para que a eleição não se realizasse. Nos bastidores, o que se comenta é que o presidente preferiu aguardar para saber o que de fato está acontecendo no fundo, antes de patrocinar mudanças em sua diretoria.

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