CGU contesta ligação de Palocci com equipe de transição em 2010

Apesar de ministro ter sido coordenador da equipe de transição de Dilma, não houve nomeação em Diário Oficial, o que, segundo a Controladoria-Geral da União, desqualifica investigação

Agência Estado

30 de maio de 2011 | 19h43

BRASÍLIA - A Controladoria-Geral da União (CGU) negou nesta segunda-feira, 30, que Antonio Palocci tenha participado da equipe de transição do governo Dilma Rousseff para reafirmar que não investigará o crescimento do patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil, conforme noticiado pelo Estado nesta segunda.

A CGU apegou-se ao fato de a nomeação para coordenar a equipe de transição não ter sido publicada no Diário Oficial para, assim, não seguir orientação do decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005 e abrir sindicância patrimonial para apurar se o aumento dos bens é compatível com a renda de Palocci.

O ministro foi indicado coordenador do governo de transição em 30 de outubro de 2010. A partir de novembro, passou a despachar no Centro Cultural do Banco do Brasil e na casa da presidente eleita. Mas, formalmente, não era considerado um "agente público", alega a Controladoria.

A CGU contestou a reportagem do Estado. "Ao contrário do informado, no dia 3 de dezembro de 2010, o então deputado federal Antonio Palocci foi anunciado como futuro ministro-chefe da Casa Civil, não tendo sido nomeado para integrar o quadro da equipe de transição".

Ao insistir em que não tem competência para investigar o ministro, a CGU afirma, em nota, que Palocci já é investigado pela Procuradoria Geral da República. Diferentemente do que diz a nota da CGU, a PGR, por ora, não investiga Palocci.

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