Cesta básica contra seca pode ser substituída por dinheiro

O governo federal pode substituir a cesta básica por dinheiro no programa emergencial para a população do semi-árido atingida pela seca. Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e coordenador das ações de combate à seca, Raul Jungmann, a idéia está sendo avaliada no Ministério da Agricultura. Caso seja adotada, os flagelados cadastrados receberão R$ 15,00, o valor da cesta básica, em vez do alimentos.A reivindicação foi feita por trabalhadores e prefeituras, pois os recursos estimulariam o comércio local e os agricultores poderiam escolher os alimentos. Há também muita reclamação dos sindicatos de trabalhadores rurais em relação à má qualidade dos gêneros da cesta básica. "O feijão é tão ruim que passa três dias no fogo e não cozinha", afirmou recentemente o presidente da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Manoel dos Santos.Caso a proposta não seja aprovada, o ministro quer que as cestas básicas sejam distribuídas pelo comando do Exército, como está sendo feito com carros-pipa, de modo a evitar o que chamou de "má intermediação política". A cargo do Exército, as cestas não poderiam ser utilizadas eleitoralmente.Ele não explicou porque as anunciadas primeiras 100 mil cestas ainda não foram distribuídas, afirmando apenas que depois que o processo tiver início a distribuição passará a fluir rapidamente.Na sexta-feira a água potável começa a ser distribuída pelo Exército nos 56 municípios pernambucanos que tiveram estado de calamidade pública reconhecido pelo governo federal. Também foram reconhecidos 34 municípios da Paraíba e 124 do Rio Grande do Norte, onde a distribuição já está sendo feita.Estão em calamidade não reconhecida pelo governo federal outros 332 municípios (140 de Minas Gerais, 100 do Piauí, 53 da Paraíba, 18 de Alagoas e 21 de Sergipe). Mais 174 (71 de Pernambuco e 103 da Bahia) estão em estado de emergência. Ao todo, 720 municípios foram afetados pela seca. O semi-árido tem 1.031 municípios.

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