Cesar Maia volta a atacar PAC e governo Lula

O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (PFL), voltou a ironizar nesta quinta-feira o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo governo federal. Em seu boletim eletrônico Ex-Blog, Maia denominou o PAC de "Programa de Arrocho Contra o Servidor". De acordo com ele, a razão para a crítica é que o PAC prevê que a folha de pagamentos tenha como teto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período mais 1,5%. Segundo Maia, o servidor terá uma redução "progressiva e cumulativa" em sua remuneração". "Se a inflação for zero haverá um arrocho de 0,5%, no mínimo, o que, progressivamente, ano a ano vai sendo cumulativo", disse o pefelista. "Como haverá alguma inflação, o arrocho se dará pela redução da remuneração real do servidor". O prefeito disse também que seu boletim tem a "obrigação de denunciar a tunga que os servidores públicos terão do governo Lula". E voltou a atacar, criticando o partido do presidente da República: "Só mesmo o governo do PT poderia propor medida tão canhestra, anti-social e anti-servidor". Maia vem criticando o PAC desde seu anúncio. Após a divulgação feita pelo presidente Lula e os ministros do governo federal, o pefelista afirmou que seu nome deveria ser Plano do Conselheiro Acácio (PCA), em uma alusão ao personagem do romance O Primo Basílio, de Eça de Queiroz.

Agencia Estado,

25 Janeiro 2007 | 13h34

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.