Cesar Maia vê chances de Alckmin chegar ao 2º turno

Apesar da grande vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas últimas pesquisas de intenção de voto, aliados do candidato tucano Geraldo Alckmin acham que ele mantém grandes chances de chegar ao segundo turno. O prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), acha que chegar ao segundo turno não é uma tarefa complicada e avalia que esse é o objetivo que deve ser perseguido pelo candidato tucano.Na análise que faz em seu blog diário na internet, Maia analisa as pesquisas feitas pelo Datafolha e pelo Sensus tendo como cenário mais provável a situação em que o PMDB não lança candidato à Presidência. "Comecemos pela pior hipótese: PMDB não tem candidato, (se tiver é Alckmin preparar as camisas para gravar em estúdio no segundo turno). Pelo Datafolha, temos uma diferença de 9 pontos para haver o segundo turno. Pelo Sensus, temos exatamente os mesmos 9 pontos. Ou seja: a oposição tem que avançar 4,5 pontos e com isso empata, porque tira de um só, Lula, estes 4,5 pontos. Será uma tarefa difícil? Certamente não", avalia Maia.Nessa avaliação, o prefeito aposta no crescimento do conhecimento da candidatura de Geraldo Alckmin."É impossível que quando Alckmin for conhecido pelo conjunto dos eleitores ele não mude de patamar para, na hipótese mais pessimista, subir mais 5 pontos. Se dividirmos estes em duas partes, ele tiraria apenas uma parte de Lula, aquela diferença de 9 pontos, fica em 6,5 e faltam apenas 3,3 para o segundo turno", diz Maia."Lula tem 39% de avaliação `ótimo mais bom´, segundo o Datafolha e 38,3%, segundo Sensus. Ou seja: a mesma coisa. Este é um valor até alto, se tomarmos as avaliações desde janeiro de 2004 por ambos institutos. Acompanhando eleições presidenciais, para governadores dos maiores estados e das maiores cidades, vemos que o `ótimo mais bom´ significa um teto para a intenção de voto. Admitindo-se que sua avaliação está no teto, a diferença para o segundo turno cairia, na melhor hipótese, para 4 pontos, ou 2 pontos a serem tomados dele. Se Alckmin avança 5 pontos, terá segundo turno", acrescenta o prefeito.Cesar Maia alerta, porém, que esses movimentos só valem se a campanha de Alckmin fizer seu foco em colocar o candidato no segundo turno. "E que coloque os scuds em posição para sangrar Lula, outro fácil objetivo. Se sangrar o antebraço já dá segundo turno. Imagine um órgão importante ou vital", afirma.Maia acha, entretanto, que será um erro se a campanha priorizar a discussão de programas ou se tiver "a comparação entre governos como agenda". "Aí, então, se joga pela janela uma eleição que começa a sinalizar ser muito menos problemática do que se imaginava antes. O segundo turno está na porta. É só abrir", diz, otimista.

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