Cesar Maia garante que DEM terá candidato próprio em 2010

O casamento entre DEM e PSDBchegou ao fim e em 2010 o Democratas terá candidatura própria àPresidência, garantiu o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia,que chegou a comparar a próxima corrida presidencial ao pleitoocorrido na França há seis anos e avisou que o seu partidopretende ser o "Chirac". "É inevitável quando forças políticas sentem que uma com aoutra não produzem mais sinergia, vão buscar espaçosdistintos", disse Maia a jornalistas nesta quarta-feira,quebrando meses de silêncio em entrevista no Planetário daGávea. Segundo Maia, o cenário político-eleitoral abriu uma janelaimportante para o DEM e o partido pretende ser uma espécie deJacques Chirac em 2010. "Em 2010 vamos ter candidatura à Presidência. Podeescrever, gravar... Não tem opção de não ter candidato",afirmou Maia, que se reuniu com líderes nacionais do DEM estasemana para fechar a posição de candidatura própria em 2010. "Se abriu um boqueiro de centro-direita. O Serra quer tercandidatura de centro-esquerda. Qualquer candidato do PT vaiestar à esquerda de Lula. O Ciro é aquela coisa de falar efalar", acrescentou o prefeito. O prefeito do Rio projeta que a eleição presidencial de2010 será semelhante ao pleito que ocorreu na França há seisanos. "Essa eleição vai ser igualzinha à eleição na França deseis anos atrás. Lá você tinha o Lionel Jospin e outros de umlado e o Chirac do lado de cá, olímpico. Vamos ser o Chirac de2010." Para Maia, o DEM tem nomes fortes para concorrer à sucessãode Lula em 2010, mas não se considera um presidenciável. Elecitou os deputados José Carlos Aleluia (BA) e Ronaldo Caiado(GO) e os senadores José Agripino (RN) e Kátia Abreu (TO). "O Cesar Maia vai ficar no Rio. Não sei (meu futuropolítico), quem sabe deputado estadual", disse. ELEIÇÃO MUNICIPAL Maia lamentou a decisão do PSDB de ter candidato próprio àprefeitura de São Paulo pois acreditava que uma aliança entreos dois partidos seria mais produtiva. prefeito Gilberto Kassab, do DEM, e os) e tucanos (GeraldoAlckmin) seria mais produtiva Para ele, o prefeito paulistano, Gilberto Kassab entra maisforte na disputa do que o ex-governador tucano Geraldo Alckmin. "Vamos ter duas candidaturas no nosso campo. Vamos ter umacandidatura de conflito com o PT e propositiva com o PSDB. OAlckmin já foi governador, prefeito, vice-governador, vereador,constituinte e muita gente acha que ele não tem o mesmoentusiasmo", avaliou Maia. "Para presidente, ele (Alckmin) teve 49 por cento dos votosem São Paulo. Agora tem só 28 por cento. É muito baixo. Minhaconvicção é que o Kassab tem mais chances de um segundo turnoou os dois juntos", complementou. Maia considerou positivo para o partido o anúncio de que oPMDB fluminense vai apoiar o PT na corrida para a prefeitura doRio e entende que a candidata do DEM, a deputada federalSolange Amaral, sai fortalecida enquanto que o senador MarceloCrivella (PRB) ficou mais enfraquecido pois não terá apoio dopresidente Lula.

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