Cesar Maia descarta abrir mão de candidatura no Rio e nega apoio a PMDB

Pré-candidato pelo DEM, sigla aliada ao PSDB na disputa nacional, o ex-prefeito afirma que não atenderá pedido da legenda para apoiar reeleição de Luiz Fernando Pezão ao governo carioca

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

11 Junho 2014 | 13h06

Rio - Pré-candidato do DEM ao governo do Estado, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia, garantiu nesta quarta-feira, 11, que não atenderá ao pedido do PSDB para abrir mão da candidatura e apoiar a reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Maia terá um encontro, entre quarta ou quinta, com o pré-candidato do PSDB à presidência Aécio Neves, o presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), e o prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto.

Segundo o ex-prefeito, serão discutidos alguns pontos pendentes em coligações estaduais. O DEM está aliado a Aécio no plano nacional, mas no Rio a aliança não está garantida, já que parte dos tucanos defende a chapa "Aezão", que junta Aécio e Pezão. "Nós não vamos apoiar o PMDB em hipótese alguma. Como explicar, depois de oito anos fazendo oposição, uma aliança com o PMDB? É uma vergonha completa", afirmou Maia.

O pré-candidato do DEM disse que não há ressentimento se Aécio optar pela aliança com o Pezão e que o DEM fará campanha para o tucano presidente da mesma forma. Questionado sobre a chapa Aezão, o ex-prefeito disse que ela interessa mais à dissidência do PMDB que rompeu o apoio a Dilma Rousseff para eleger Pezão. "Aécio tem experiência, tradição e juventude à vontade. Não me cabe avaliar com que elementos ele chegou à conclusão que (a chapa Aezão) é positiva. Aécio não é prioridade (para o PMDB). O objetivo deles é eleger o Pezão", afirmou o ex-prefeito.

Maia esteve na manhã desta quarta no velório do ex-governador e ex-prefeito Marcello Alencar, que morreu na madrugada dessa terça, aos 88 anos, de falência múltipla dos órgãos. O prefeito Eduardo Paes e Pezão estiveram cedo no velório, no Palácio da Cidade.

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