Vagner Rosário/Futura Press
Vagner Rosário/Futura Press

Cerveró chega à sede da PF em Curitiba

Ex-diretor da Petrobrás, citado na Operação Lava Jato, ficará preso preventivamente; defesa diz que decisão é 'arbitrária'

O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2015 | 09h43

São Paulo - O ex-diretor da área de Internacional da Petrobrás Néstor Cerveró chegou na manhã desta quarta-feira, 14, à Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde ficará preso preventivamente. Cerveró foi detido nesta madrugada, ao desembarcar no Rio de uma viagem a Londres.

Nas próximas horas, Cerveró fará exame de corpo de delito. Ele foi transferido do Rio para Curitiba porque a Justiça Federal no Paraná concentra as ações da Operação Lava Jato, sob o comando do juiz Sérgio Moro. Segundo o Ministério Público Federal, o registro de transações financeiras serviram de justificativa para o pedido de prisão. Para a defesa do ex-diretor, a prisão é "arbitrária e ilegal" e as transações foram feitas dentro da legalidade: "Na época em que ele as fez, não havia nenhuma restrição administrativa ou legal. Tanto que ele e a Graça Foster fizeram. (...) Se é crime para Nestor, é para Graça", disse Edson Ribeiro.

A Justiça Federal decretou a prisão preventiva do acusado por novos fatos revelados nos autos da Operação Lava Jato. Para a Procuradoria, existem "fortes indícios" de que o ex-diretor continue praticando crimes. O ex-diretor atuou na área Internacional da Petrobrás entre 2003 e 2008.

Cerveró já é réu em uma ação penal na qual é acusado de participar do esquema de desvios da Petrobrás. Segundo os investigadores da Operação Lava Jato, que desbaratou o esquema em março do ano passado, o ex-diretor da área Internacional da estatal atuava na cota do PMDB.

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