Cerceamento à liberdade de imprensa preocupa, diz Alencar

STF negou pedido de liminar do 'Estado' contra decisão do TJ-DF que proíbe a publicação de reportagens

estadao.com.br,

11 de dezembro de 2009 | 17h49

Ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a proibição ao jornal O Estado de S. Paulo de publicar matérias sobre Fernando Sarney, o presidente da República em exercício, José Alencar, disse que tem preocupação quando a liberdade de imprensa é cerceada. Nesta sexta-feira, 11, em entrevista, no Rio de Janeiro, Alencar não quis, entretanto, entrar no mérito do caso específico.

 

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"Tem uma frase antiga, que agora não está me ocorrendo o autor dela: 'O preço da liberdade é a eterna vigilância'. E um dos instrumentos mais importantes para a liberdade é a liberdade de imprensa. Isso fortalece a própria democracia", disse Alencar.

 

Há 133 dias, o jornal O Estado de S. Paulo foi impedido, por decisão judicial, de publicar matérias referentes à Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que tem entre os investigados o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney. Ele é acusado pela PF pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico de influência e contra o sistema financeiro.

 

Na última quinta-feira, 10, o STF negou pedido de liminar do jornal contra decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), que proíbe a publicação de reportagens sobre a operação da PF.

 

O TJ-DF atendeu a pedido de Fernando Sarney cujo argumento é o de que o inquérito da Operação Boi Barrica tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sob segredo de Justiça, o que impede a divulgação de diálogos captados por meio de escuta telefônica.

 

Com informações da Agência Brasil

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