Cerca de 400 pessoas se reúnem em Copacabana para passeata contra Dilma

Cerca de 400 pessoas estão na praia de Copacabana, na zona sul do Rio, para dar início à passeata contra a presidente Dilma Rousseff. Elas se concentram na altura do Posto 5, onde está um grupo de cerca 150 pessoas que caminhou desde a Praia do Leblon até o local. Lideradas pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), a maior parte das pessoas veste verde e amarelo e algumas levam bandeiras do Brasil.

ROBERTA PENNAFORT, Estadão Conteúdo

15 de março de 2015 | 10h50

No trajeto do Leblon até Copacabana, os seguidores de Bolsonaro gritaram seu nome para presidente do Brasil em 2018. Organizadores de movimentos como Revoltados On Line e Movimento Brasil Livre divergem quanto a possíveis discursos de políticos durante o protesto. No começo da caminhada, representantes dos Revoltados On Line afirmaram que nenhum político iria falar ao microfone para que a manifestação mantivesse seu caráter apartidário.

Na chegada a Copacabana, o professor Alan dos Santos, do Movimento Brasil Livre, chamou representantes do outro movimento e disse que Bolsonaro deveria falar aos manifestantes pelo fato de ele ter protocolado na Câmara dos Deputados o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O protesto conta com dois carros de som, um deles toca uma paródia da música "Pra não dizer que não falei das flores", de Geraldo Vandré, hino contra a ditadura militar, usado nos anos de 1970, com os versos "Dilma vai embora, que o Brasil não quer você". Também foi usada a música "Brasil", do Cazuza.

Os manifestantes afirmam que protestos semelhantes estão ocorrendo hoje em países como Austrália e Inglaterra. Entre os gritos de ordem, participantes usaram "1, 2, 3, Dilma no xadrez'''' e "Não adianta nos reprimir, esse governo vai cair". A passeata deve sair daqui a pouco em direção ao Leme.

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