Cerca de 300 indígenas ocupam sede da Funasa em Manaus

Eles exigem a exoneração do atual chefe do Dsei e do coordenador da Funasa no Amazonas

Liège Albuquerque

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Cerca de 300 indígenas ocupam desde o dia 8 a sede da Fundação Nacional do Índio (Funasa) em protesto por ações que consideram de descaso com a saúde de populações das etnias mura, cambeba, tariana e tauari. Às 16 horas de segunda-feira, 22, venceu o prazo para a desocupação do prédio e reintegração de posse, determinada pela juíza da 1ª Vara da Justiça Federal Ana Paula Serizawa. Os indígenas, contudo, continuam no local.

 

"Não sairemos daqui até que tudo o que pedimos seja atendido. Não podemos mais suportar gente morrendo de doença como diarréia e gripe sem atendimento", afirmou um dos líderes do movimento, o cacique Antônio Mura.

 

 

Segundo ele, há no prédio cerca de cem crianças e idosos, mas eles não serão liberados. Na cobertura do prédio, indígenas com arco e flechas, porretes, lanças e com os rostos pintados com tintas preta e vermelha, seguravam nesta tarde sacos com gasolina. Segundo a assessoria da Polícia Federal, não havia chegado nenhum pedido para a reintegração do prédio até o final da tarde de hoje.

 

De acordo com o cacique Mura, os indígenas exigem a exoneração do atual chefe do Distrito Especial de Saúde Indígena de Manaus (Dsei), Radamésio Velasques de Abreu, e do coordenador da Funasa no Amazonas, Pedro Paulo Coutinho

 

O diretor do Dsei Manaus é responsável por 19 municípios do Amazonas e está na função desde 7 de maio de 2009. A reportagem tentou falar com Abreu e Coutinho por meio da assessoria de imprensa da Funasa, mas não obteve resposta.

 

Cada Dsei gerencia as ações operacionais e administrativas da saúde indígena nos municípios de sua jurisdição. Em nota, a Funasa informou que não negociará sob pressão. O documento diz a invasão do prédio, paralisando as atividades do órgão, está trazendo prejuízo no atendimento à saúde de mais de 122 mil indígenas da região.

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