Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Cerca de 30 participam de ato em Buenos Aires

Pequeno grupo se reuniu no Obelisco, tradicional local de protestos na capital argentina, e chegou a cantar o hino nacional

Rodrigo Cavalheiro, correspondente, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2015 | 18h16

Bueno Aires - Cerca de 30 brasileiros reuniram-se no início da tarde deste domingo, 15, diante do Obelisco, tradicional local de protestos em Buenos Aires. Por volta das 15 horas, quando o grupo atingiu o quórum máximo, o Hino Nacional foi cantado ao lado da bandeira argentina, que tremula perto do monumento. Sem adesão suficiente ou ânimo para promover os tradicionais cortes na Avenida 9 de Julho, o ato transcorreu pacificamente e não chamou atenção dos argentinos, já acostumados a manifestações de todo tipo no local.  

"Não quero a saída da Dilma, nem impeachment. Só quero que a verdade venha à tona", afirmou Juliana Pereira Moreira, 42, de Brasília, que chegou à Argentina para morar um ano com o marido e usava, assim como algumas amigas, uma camiseta amarela com letras em verde com a inscrição "fora corruptos".

Segundo ela e amigos que estiveram no protesto, houve confusão em relação ao horário e local da mobilização na Argentina, o que impediu uma aglomeração maior. Algumas páginas no Facebook falavam que seria ao meio-dia, outras marcavam para as 15 horas. A Casa Rosada também era um local de concentração apontado.

Quando o grupo principal já tinha se dispersado, chegaram ao Obelisco três estudantes de Medicina da Universidade Aberta Interamericana (UAI). O trio, que tinha visto uma convocação para as 16 horas na internet, reclamava da valorização do dólar no Brasil, que torna a vida em Buenos Aires mais cara. Mas apresentava outras razões para criticar o governo de Dilma Rousseff. "Vim estudar na Argentina porque não tive oportunidade no Brasil. O que pago para viver durante um mês aqui seria só o valor da mensalidade do curso no Brasil", disse Miguel Ramirez, de 26 anos, de Minas Gerais. 

Seu colega Tiago Apel, também de 26 anos, tinha como alvo "o aumento da gasolina, dos impostos e o escândalo na Petrobras". "Não acho que seja um protesto de classe média alta, como dizem. O Brasil está unido contra tudo isso tudo", afirmou. O terceiro estudante, Maicon Dantas, apontou um objetivo apenas para usar o cachecol verde-amarelo na tarde ensolarada de ontem na capital argentina. "Quero que a Dilma saia."

Brasileiros que faziam turismo na região lamentavam não ter ficado sabendo da manifestação. "Se soubesse, teria vindo antes. Mas gostaria mesmo é de estar no Brasil participando", afirmou Sandra Souza, de Goiânia, que acompanhava por celular os atos nas capitais brasileiras e se surpreendeu com as fotos de multidões.

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