Centros de estudos dos EUA vê Brasil como potência

Os Estados Unidos devem apoiar a inclusão do Brasil como membro permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), eliminar a tarifa à importação do etanol brasileiro, suspender a obrigatoriedade do visto e tratar o País como uma potência global, e não apenas regional.

AE, Agência Estado

13 de julho de 2011 | 11h58

A avaliação é de um amplo estudo com o título EUA Devem Desenvolver uma Parceria Madura e Forte com o Brasil, realizado por uma força-tarefa de 30 especialistas americanos em diferentes áreas reunidos pelo Council on Foreign Relations (CFR), um dos mais importantes centros de estudos de política externa do mundo, com base em Nova York.

Conhecido pela enorme influência tanto no Departamento de Estado como na Casa Branca, o CFR busca, através desse estudo, fortalecer a importância do Brasil dentro do governo americano. Contendo algumas críticas tanto ao presidente Barack Obama como à secretária de Estado, Hillary Clinton, o estudo teve a participação de figuras ligadas aos Partidos Republicano e Democrata.

"A força-tarefa recomenda que a administração Obama apoie o Brasil como membro do Conselho de Segurança. Acreditamos que o Brasil, com esta cadeira, teria uma maior responsabilidade diante dos principais temas internacionais", afirma o estudo divulgado ontem pelo CFR. Ao visitar o Brasil em março passado, o presidente americano não apoiou a iniciativa brasileira, apesar de ter dado esse apoio, meses antes, à Índia, que também ambiciona integrar o órgão máximo das Nações Unidas.

Segundo o estudo, "um apoio formal dos Estados Unidos ao Brasil reduziria a suspeita dentro do governo brasileiro de que o compromisso americano de uma relação madura e entre iguais não passa de retórica". "Há pouco a perder e muito a ganhar com um apoio ao Brasil no CS neste momento", diz o texto.

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