Centro de Informática da Câmara diz que ação da Lava Jato respeitou ordem judicial

O cumprimento de mandados de busca e apreensão feito pela PF em maio foi questionado pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha 

Bernardo Caram , O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 11h01

Brasília - O centro de informática da Câmara dos Deputados informou nesta quiinta-feira, 20, que durante a execução de mandados de busca e apreensão na Casa, em maio, a Polícia Federal extraiu apenas os registros referentes ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e à ex-deputada do PMDB Solange Almeida (RJ). Em nota divulgada na manhã desta quinta, o diretor do setor, Guilherme Brüguer D'Amato, informou que a diligência foi conduzida pelo Ministério Público e realizada por servidores da Câmara "nos estritos limites da ordem judicial". 

Cunha acusou a Polícia Federal de ter coletado dados de todos os deputados quando fez a diligência edifício. Nesta quarta-feira, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, respondeu uma solicitação do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) sobre o assunto e afirmou que a requisição judicial para as buscas feitas em maio previa o fornecimento de informações apenas dos dois citados nos meses de maio, junho e julho de 2011.

Em seguida, Cunha rebateu Janot. "Vamos provar que efetivamente os dados coletados aquele dia foram de todos os deputados", afirmou. Ele então solicitou ao centro de informática da Câmara uma certificação do que foi coletado pelos investigadores. Segundo ele, além de todos os parlamentares, foram disponibilizados os dados de servidores e secretários, funcionários terceirizados e estagiários.

Após a liberação, foram coletados apenas os dados de Cunha e Solange. "O resultado do processamento, que continha apenas os dados solicitados, foi gravado em mídia, observando o devido sigilo", diz a nota.

A Operação Lava Jato apura se dois requerimentos protocolados pela ex-parlamentar do PMDB atenderam a pedido do presidente da Câmara. As suspeitas são de que os documentos foram feitos para pressionar uma empresa a pagar propina por contratos obtidos na Petrobras. 

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