Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Centrão tenta se recompor para disputa na Câmara em 2017

Após ser derrotado pela antiga oposição na disputa pela presidência da Câmara. grupo trabalha para voltar chegar ao poder

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2016 | 02h23

BRASÍLIA - Após ser derrotado pela antiga oposição (PSDB, DEM, PPS e PSB) na eleição para o comando da Câmara e respaldar o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, o Centrão – grupo de 12 partidos liderado por PP, PSD e PTB – trabalha hoje para conquistar a presidência da Casa em 2017.

“A campanha da eleição (de 2017) para presidente da Casa já começou. Precisamos estar juntos para influenciar na composição da Mesa e das comissões”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, integrante do Centrão.

‘União’. O coletivo rejeita a unificação da base aliada na Casa defendida pelo governo. “Estamos mostrando que o Centrão está junto, está unido aqui na Casa”, afirma o líder do PP na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB). Segundo ele, o grupo seguirá unido nas decisões e disputas da Casa. “Nossa aliança continua forte”, ressaltou o líder do PSD, Rogério Rosso (DF). “Nosso grupo nunca enfraqueceu, ao contrário do que dizem”, diz o líder do PTB, Jovair Arantes (GO).

O grupo, no entanto, vem sofrendo defecções em sua composição. A mais importante veio do PR. Com uma bancada de 40 deputados, a sigla retirou apoio no segundo turno da disputa pelo comando da Câmara ao candidato do Centrão, Rogério Rosso, e votou em Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Há uns partidos e deputados querendo entrar”, relativiza Paulinho. Oficialmente, porém, minimizam ações de adversários.

“Em breve, estaremos todos no mesmo barco”, acrescentou o líder do DEM, o deputado Pauderney Avelino (AM).

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