Centrais trocam greve geral por dia de protestos

As centrais sindicais do Brasil vão promover em 11 de julho o Dia Nacional de Luta, com mobilizações, paralisações e greves. Os atos estão sendo programados separadamente pelas centrais, que devem se reunir na semana que vem para definir a agenda completa do dia.

CARLA ARAÚJO E RICARDO CHAPOLA, Agência Estado

28 Junho 2013 | 13h40

"Não vamos falar em greve geral, mas em manifestações e atos em várias categorias por todo o Brasil", disse o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT), que participou nesta sexta-feira, 28, em São Paulo, de uma plenária com os sindicatos que integram a central para definir uma agenda prévia das ações do Dia Nacional de Lutas.

"Será um protesto pela falta de atendimento das nossas reivindicações", afirmou Paulinho. "Três anos depois de a presidente Dilma ser eleita, nada da pauta trabalhista foi cumprido", disse. "Há uma insatisfação generalizada no meio sindical", afirmou Paulinho, ressaltando que o ato terá a presença das demais centrais: CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, UGT, CGTB, CTB, CSB e NCST.

Procurada pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a assessoria da Central Única dos Trabalhadores (CUT) esclareceu que os protestos podem se dar de várias formas: com paralisações, atraso nas entradas de turno ou assembleias durante o dia, por exemplo.

A posição é reforçada pelo presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, que ressaltou que a forma de mobilização depende da decisão de cada categoria em cada Estado. "Uma greve geral não está colocada", afirmou Gomes. "Não descartamos fazê-la, mais para frente, mas não é essa a proposta do dia 11".

Já o membro da secretaria executiva nacional da CSP Conlutas, Atnágoras Lopes, destoou um pouco do consenso das demais centrais e disse que o dia 11 será um "dia nacional de lutas e greves com empenho central de se transformar em uma greve geral".

"Lutamos pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, suspensão imediata dos leilões do petróleo, 10% do PIB para educação, 6% para saúde e 2% para transporte", afirmou Lopes. "Da nossa parte (Conlutas), também lutaremos pelo aumento geral dos salários."

Segundo a União Geral dos Trabalhadores (UGT), alguns setores podem fazer uma paralisação no dia 11, mas não há orientação de greve geral. A entidade luta pelo fim do fator previdenciário.

No encontro da Força, Paulinho afirmou que, após a plenária desta sexta-feira, representantes das centrais farão nova reunião na semana que vem para definir a agenda do Dia Nacional de Lutas.

"Vamos trabalhar com a ideia de que a categoria que puder fazer greve, que faça. A que puder protestar, seja por um ou duas horas, que vá para a rua. Sei que terá uma grande adesão", disse. Durante a plenária, foi anunciado que trabalhadores do Porto de Santos vão parar no dia 11.

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