Centrais sindicais pressionarão por salário mínimo de R$ 420

As principais centrais sindicais promoverão uma série de mobilizações nas principais capitais do país, no próximo dia 29, para reivindicar o aumento do salário mínimo para R$ 420 e a correção da tabela do Imposto de Renda, no mínimo, pela inflação do Governo Lula. A Força Sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT) organizarão atos públicos nas principais capitais do país. Os encontros ocorrerão em Porto Alegre (RS), às 12h, na esquina Democrática; em Belo Horizonte (MG), às 11h, na Praça Sete; em Curitiba, às 10h, na Boca Maldita. Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rondônia também confirmaram participação, porém ainda não definiram o horário e local. Em São Paulo, as centrais se reunirão às 10h na Praça da Sé, de onde farão caminhada até a Praça Ramos, no centro.Segundo o presidente do sindicato, Paulo Pereira da Silva, Paulinho, é o momento do Executivo e do Legislativo decidirem quais são suas prioridades. "Eu acho que o problema não é dinheiro, o problema é prioridade. E o governo vai atender de acordo com a pressão. Se nós fizermos muita pressão poderemos mudar esse argumento do governo, de que não tem recursos, de que a previdência está falida", afirma.Paulinho criticou, ainda, a intenção da administração de Lula de reduzir o aumento do salário mínimo de R$ 375 para R$ 362: "É a hora dos deputados e senadores decidem para onde vai o dinheiro, se vai pra a saúde ou pra a educação, se vai pro salário mínimo ou se vai para o aumento dos deputados e dos juízes", dispara.MarchaDia 6, as centrais pretendem reunir 10 mil trabalhadores em Brasília, durante "III Marcha Nacional do Salário Mínimo". No mesmo dia, está prevista audiência pública dos sindicalistas com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), onde apresentarão a pauta das reivindicações. Um encontro com o presidente Lula foi solicitado, mas ainda não está confirmado.A direção da Força Sindical se reunirá novamente dia 11 para definir sua posição em relação às negociações com os empregados sobre a multa de 40% do FGTS para os aposentados. "Os aposentados acham que ações individuais seriam melhores, enquanto que os sindicatos acreditam que seria mais rápida a negociação direta com as empresas", explica Paulinho, informando que aproximadamente 7,7 milhões de aposentados teriam direto ao benefício.

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