Centrais sindicais defendem IPTU progressivo

Os presidentes das duas principais centrais sindicais brasileiras defenderam nesta sexta-feira a proposta de cobrança do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) progressivo, mas propuseram mudanças no projeto.Tanto o dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, quanto o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, sugeriram que as pequenas e médias empresas arquem com porcentuais mais reduzidos.?Na medida que a indústria e o comércio têm que pagar R$ 400 milhões, podem demitir funcionários?, declarou Paulinho. Já Felício, ressaltou que a CUT não enxerga no IPTU uma ameaça ao emprego. ?O imposto não causa desemprego. A política do governo é que causa a falência nacional. Mas, de qualquer maneira, temos uma profunda simpatia pelo IPTU progressivo, só que ele não pode penalizar tanto os pequenos e médios comerciantes?, sustentou.Na próxima terça-feira, representantes da Força Sindical terão uma reunião com o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, para debater saídas para a questão.O IPTU progressivo foi um dos quatro assuntos discutidos pelos sindicalistas, durante almoço realizado nesta sexta-feira no Palácio das Industrias, com a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy.Na reunião, também se debateu a proposta de conceder vale-transporte aos desempregados, o funcionamento do comércio aos domingos e as alíquotas do Imposto sobre Serviços aplicadas na capital.A CUT e a Força assinaram o discurso em torno da proposta de reduzir de 5% para 3% o teto da alíquota do imposto. Segundo os sindicalistas, a prefeita prometeu analisar a redução do porcentual em alguns pontos da cidade.No entanto, não se sabe se a idéia estaria amparada na lei federal que institui o ISS. Em relação ao vale-transporte para desempregados, Marta teria aberto alternativa de buscar recursos no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).?Também sugerimos que os empresários paguem uma parcela, já que eles concordaram com o Dornelles (ministro do Trabalho) e com Paulo na questão de quitar uma parte da dívida do FGTS, declarou Felício.Ainda no almoço, Paulinho destacou o projeto do vereador Toninho Campanha (PSB), que propõe aos comerciantes trabalharem apenas dois domingos por mês, com salários maiores.O restante dos domingos poderia ser coberto, segundo o projeto, por trabalhadores hoje desempregados. Apesar de pequenas divergências em relação à idéia, a CUT informou que aceita debater o assunto. ?O final de semana é para descansar, mas estamos abertos para dialogar?, avisou Felício.

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