Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil

Centrais repudiam invasão à Câmara

CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CSB classificam manifestantes como fascistas' e cobram posicionamento das 'instituições da República'

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2016 | 13h50

Presidentes das seis maiores centrais sindicais brasileiras assinaram uma nota, nesta quinta-feira, 17, na qual repudiam a invasão do Plenário da Câmara realizada na quarta-feira, 16, por defensores da intervenção militar e cobram posicionamento das instituições da República sobre o episódio.

O texto é assinado pelos presidentes da CUT, Vagner Freitas; Força Sindical, Paulo Pereira da Silva; UGT, Ricardo Patah; CTB, Adilson Araújo; NCST, José Calixto Ramos, e Antonio Neto, CSB.

Os sindicalistas classificam os manifestantes como “fascistas” e “antidemocráticos”, cujo interesse é “conturbar ainda mais o ambiente político e, assim, criar condições para atacar a democracia e os direitos políticos, sociais e trabalhistas”.

Na nota, as centrais dizem que a invasão “deve ser duramente repelida por todas as forças democráticas do país e pelas mais altas instituições da República”.

Leia a íntegra:

“A invasão do plenário da Câmara dos Deputados por um grupo de aproximadamente 40 fascistas na tarde de ontem (16/11), defensor da intervenção militar e da supressão das garantias constitucionais, consiste num grave episódio contra a Constituição e a democracia brasileira e deve ser duramente repelida por todas as forças democráticas do país e pelas mais altas instituições da República.

A invasão de ontem soma-se a diversas manifestações de ódio e intolerância política promovidas por grupos radicais, antidemocráticos e minoritários interessados em conturbar ainda mais o ambiente político e, assim, criar as condições para atacar a democracia e os direitos políticos, sociais e trabalhistas.

Não é possível ser conivente com manifestações que visam solapar a democracia duramente conquistada”.

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