Centrais rejeitam retenção da multa do FGTS

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical vão hoje ao encontro com o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, dispostas ao confronto caso o governo insista em reter a multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como forma de fazer caixa para financiar a correção dos saldos do fundo provocados pelos Planos Verão e Collor 1. "Se o governo não retirar essa proposta da mesa, vamos sair da reunião prontos para marcar greves e manifestações por todo o País", disse ontem o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. "Não vamos aceitar nenhum acordo em que as próprias vítimas - os trabalhadores - tenham de arcar com a dívida", completou o presidente da CUT, João Felício. Os dois sindicalistas discordam de todas as propostas até agora divulgadas portécnicos do governo, a maioria jogadas à imprensa como balão de ensaio, pois Dornelles não assumiu oficialmente nenhuma delas. "Nada do que defendemos foi levado em consideração. Nunca vi tanta perversidade e ousadia para enfiar a mão no bolso do trabalhador", criticou Felício. O presidente da Social Democracia Sindical (SDS), Enílson Simões, também considerou inaceitáveis as propostas divulgadas até agora. Leia Mais

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.