Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Centenas de integrantes do MST aguardam Dilma no Sul

Caravanas com membros do movimento e da CUT vão acompanhar inauguração de obra em assentamento rural próximo a Porto Alegre; Stédile também participa do evento

Gabriela Lara, correspondente, O Estado de S. Paulo

20 de março de 2015 | 10h14

Porto Alegre - Centenas de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) aguardam a chegada da presidente Dilma Rousseff no assentamento Lanceiros Negros, às margens da BR-290, a cerca de 25 quilômetros de Porto Alegre, onde participa da inauguração de uma unidade de secagem de grãos da Cooperativa Regional dos Assentados de Porto Alegre (Cootap). A movimentação é grande e a todo momento chegam caravanas de diferentes cidades gaúchas. O espaço montado para o evento comporta pelo menos 3 mil pessoas. O principal líder do MST, João Pedro Stédile, já está no local.

De acordo com a agenda divulgada pelo Palácio do Planalto, Dilma cumprirá dois compromissos na região metropolitana de Porto Alegre e voltará no início da tarde à Brasília. Na semana passada, atendendo a chamado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o MST encabeçou a lista de movimentos sociais que foram às ruas em diferentes cidades do Brasil defender a Petrobrás e o governo petista. Apesar do apoio, Stédile fez críticas às medidas de ajuste fiscal adotadas no segundo mandato. Segundo ele, Dilma deveria levar em consideração propostas para sair da crise sem cortar gastos sociais.

Em evento organizado pelo PT gaúcho em Porto Alegre no último fim de semana, Stédile chegou a afirmar que o governo federal tinha de "criar vergonha" e dar uma resposta aos movimentos sociais que ajudaram a reeleger a presidente nas eleições do ano passado.


A visita da presidente nesta sexta-feira pode ser encarada como uma tentativa de fortalecer os laços com movimentos que defendem seu projeto de governo, em um momento de agravamento da crise política do Executivo. Nesta sexta-feira, Dilma irá dobrar a atenção dada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em quatro anos e três meses de mandato: visitará dois assentamentos, o mesmo número de visitas feitas em todo o seu primeiro mandato.

Nessa quinta-feira, 19, em seu primeiro compromisso público fora do Palácio do Planalto após os protestos de domingo, a presidente pediu "tolerância" e destacou que todos têm a obrigação de respeitar a democracia. O comentário foi feito durante solenidade de assinatura da ordem de serviço do BRT Norte-Sul, em Goiânia, em evento que contou com um forte esquema de segurança que blindou a presidente da eventual presença de manifestantes contrários ao governo.

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