Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

CENÁRIO: Por segurança, candidatos devem seguir protocolo

Certas atitudes são desaconselhadas, como a insistência de Bolsonaro em ser carregado nos ombros dos correligionários

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2018 | 05h00

A entrada formal de Fernando Haddad como candidato do PT à Presidência é um baita problema para o esquema de segurança montado pela PF. Apoiado por Lula e com apenas 26 dias de campanha para fazer saber que está na disputa, Haddad vai ter de se expor nas ruas e participar de eventos públicos – um modelo muito semelhante ao adotado por Jair Bolsonaro até quinta-feira passada, quando foi esfaqueado em Juiz Fora (MG). Para prevenir novos ataques, a PF aumentou em 60% o time policiais envolvidos na operação.

Cada um dos candidatos mais bem situados nas pesquisas – Bolsonaro, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva e Alvaro Dias – tem agora um time de 25 agentes, chefiados por um delegado, acompanhando os deslocamentos. Mais que um aumento do pessoal, a PF considera essencial que os candidatos sigam as instruções para cada agenda. Os agentes avaliam roteiros, selecionam veículos e, em campo, indicam de maneira discreta os pontos mais favoráveis para o contato direto com eleitores, os apertos de mão e as paradas. Da mesma maneira sinalizam as zonas de perigo. Certas atitudes são desaconselhadas, como a insistência de Bolsonaro em ser carregado nos ombros dos correligionários.

O plano da PF para prevenir novos atentados está empregando recursos eletrônicos de inteligência e informações. Redes sociais, páginas pessoais e sites considerados ameaçadores estão sendo rastreados – algo muito parecido, em menor escala, com a iniciativa estruturada na Olimpíada do Rio, em 2016, e na Copa de 2014. “O grau de tolerância baixou muito – digamos que a condição do alerta subiu para o nível quatro em uma escala de cinco”, disse nesta quinta-feira, 13, ao Estado um dos articuladores da ação.

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