CENÁRIO: Os jogos dentro do pesado jogo da eventual sucessão

O jogo para definir eventual sucessor de Temer será um dos principais entraves para uma solução por dentro da base governista

Alberto Bombig, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2017 | 05h00

Há três jogos em curso atualmente na política brasileira. O primeiro e mais evidente é o de Michel Temer para se manter no cargo. Enquanto o presidente se debate, no entanto, a sucessão dele, por via indireta, já é negociada dentro da sua própria base de apoio no Congresso. O terceiro jogo é o da sucessão do eventual sucessor de Temer. Este último será um dos principais entraves para uma solução por dentro da base governista.

É impossível negar que adversários de Temer e pré-candidatos a presidente de todas as matizes ficaram ainda mais atiçados desde a semana passada com a debacle da gestão, afinal, já circulava por Brasília a possibilidade de o governo ter um candidato minimamente competitivo se as reformas fossem aprovadas e a economia se aprumasse.

Será difícil para Temer e sua base emplacar um sucessor que tenha alguma perspectiva de poder a partir de 2019, como Henrique Meirelles, por exemplo. Ou alguém imagina que, uma vez bem-sucedido na missão de levar o governo até o fim, Meirelles abriria mão de concorrer à reeleição?

E o que dizer de Rodrigo Maia (DEM), o atual presidente da Câmara? É jovem, ambicioso e tem a política e suas artimanhas no DNA. Por isso, não são poucos os entusiastas da solução FHC (PSDB), que, aos 85 anos, dificilmente aceitaria se candidatar nas eleições. Qualquer um que venha ser o escolhido, numa eventual sucessão, não deverá escapar de um compromisso de não disputar em 2018. Se cumprirá ou não o prometido, será outro capítulo.

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