CENÁRIO: Medo de perder o Estado alimenta cisão na aliança

Com a possível saída de Geraldo Alckmin do Palácio dos Bandeirantes para disputar a Presidência em 2018, o governo paulista será ocupado por pelo menos nove meses pelo vice-governador Márcio França, um dos principais quadros do PSB nacional. Para aliados de França, isso torna natural que a sucessão no Estado passe pelo gabinete dele. Por maior que seja a pressão dos tucanos, o PSDB não teria como impor um nome à revelia do hoje vice-governador, pois correria o risco de ficar sem a retaguarda da máquina administrativa.

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2017 | 05h00

Em caráter reservado, porém, interlocutores de França reconhecem que, se o candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes for o ministro das Relações Exteriores, José Serra, seria difícil impedi-lo. Essa solução tem a simpatia do senador Aécio Neves. Impediria uma guerra fratricida e um racha sem precedentes no partido. No pior cenário para o PSDB, Alckmin deixaria o partido e levaria São Paulo com ele – isso inclui a capital e as maiores cidades do interior, além da maior rede de diretórios tucanos do País. 

Paralelamente à movimentação do PSB, tucanos já ventilam nomes para a sucessão estadual. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, cobiça a vaga e tem se mantido perto de prefeitos tucanos paulistas. Atual vice-prefeito da capital e secretário das Prefeituras Regionais, Bruno Covas é apontado como potencial candidato. Até o prefeito João Doria é ventilado caso mantenha até lá sua popularidade.

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