Cenário: Aliados de Márcio França veem fogo amigo por 2018

Embora evite falar publicamente em “fogo amigo”, aliados do vice-governador Márcio França enxergam na denúncia apresentada ao Ministério Público Estadual um movimento político voltado para as eleições de 2018.

Pedro Venceslau, Impresso

06 de fevereiro de 2017 | 10h09

Um dos principais articuladores políticos da candidatura presidencial de Geraldo Alckmin, o vice-governador, que assumiria o Palácio dos Bandeirantes por pelo menos nove meses, já sinalizou ao PSDB que pretende disputar a reeleição.

Para poder concorrer a qualquer cargo em 2018, seja de senador ou presidente, Geraldo Alckmin precisa renunciar ao governo no máximo até abril do mesmo ano. A ideia de abrir mão de uma candidatura própria para apoiar França em nome de uma aliança nacional em torno de Alckmin é rejeitada por setores do PSDB paulista. O tema dominou a última reunião do diretório estadual tucano.

O vice-governador, porém, não pretende abrir mão de tentar renovar o mandato por mais quatro anos, mesmo se não tiver o apoio dos tucanos. Aliados de França lembram que, se ele quiser tentar qualquer outra vaga, como deputado ou senador, teria também que renunciar ao governo.

Um dos cenários ventilados no PSB é de que Alckmin dispute a Presidência pela sigla caso não se viabilize dentro do PSDB, que nacionalmente está cada vez mais integrado com a administração Michel Temer.

O impasse faz crescer entre os tucanos a pressão para que o ministro das Relações Exteriores, José Serra, seja o candidato ao governo paulista em 2018.

O único problema é que Serra também pleiteia a indicação do partido para concorrer ao Planalto.

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