Cenário adverso nos Estados estimula ações dos titulares

BRASÍLIA - A liberação de verbas dos ministros para suas bases eleitorais e a participação em todo tipo de solenidade, mesmo que não tenha relação com a pasta que comandam, em alguns casos têm como motivo o cenário eleitoral adverso que enfrentarão - a despeito da proximidade com o Palácio do Planalto.

João Domingos e Bernardo Caram - O Estado de S.Paulo,

07 Dezembro 2013 | 20h01

O melhor exemplo é a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Ocupada com os projetos do governo federal, ela não dispõe de tempo para se fazer presente no Paraná e se tornar mais conhecida dos eleitores. Como saída, Gleisi tem dado escapadas de Brasília para comandar cerimônias de entrega de máquinas a cidades paranaenses, como fez na sexta-feira passada, quando distribuiu 24 motoniveladoras e 40 caminhões basculantes.

De acordo com as últimas pesquisas de intenção de votos, Gleisi ainda está longe do líder, o tucano Beto Richa, que pode ser reeleito no primeiro turno se o PMDB não lançar candidato para embolar a disputa.

Em São Paulo, a mesma situação enfrenta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha sobre a intenção de votos para o governo paulista, Padilha tem 4% da preferência dos eleitores. As sondagens mostram o governador Geraldo Alckmin (PSDB) vencendo no primeiro turno, com 43% das intenções de voto.

O certo é que o ministro intensificou suas visitas a São Paulo nos últimos dias. E a presidente Dilma Rousseff pretende deixá-lo à frente da Saúde até o limite para a saída dos que pretendem se candidatar a algum cargo eletivo no ano que vem - dia 5 de abril - para que possa ser mais identificado com programas de grande apelo eleitoral, como o Mais Médicos.

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