Células de porco curam diabete em macaco

Um babuíno fêmea que recebeu células pancreáticas de um porco pode significar o fim das injeções de insulina para milhões de pessoas que sofrem de diabete tipo 1. Pesquisadores da Universidade de Duke transplantaram ilhotas do pâncreas suíno para o macaco diabético, que há nove meses não necessita de injeções para controlar a doença. Para evitar a rejeição, as ilhotas foram revestidas com uma cápsula do carboidrato alginato, que permite a saída da insulina, mas protege as ilhotas das reações imunológicas desencadeadas pela diabete e pelo transplante. Caso o modelo continue a mostrar bons resultados, os cientistas esperam reproduzir a experiência em humanos em menos de um ano. "Não sabemos quantos pacientes poderão se beneficiar da terapia, mas os resultados com o babuíno são muito promissores", afirma o pesquisador Emmanuel Opara, que coordena o estudo, apresentado ontem em um congresso sobre transplantes na Áustria. Cinco outros macacos passaram pelo procedimento e estão sob observação. As injeções de insulina não curam a diabete, que aflige 135 milhões de pessoas. Elas ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue, mas não eliminam outros riscos, como falência renal, doenças cardíacas e derrames. O organismo de pessoas com diabete tipo 1 ataca suas próprias ilhotas - células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.

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