Celular na prisão preocupa Judiciário

O uso dos celulares nas prisões paulistas está preocupando o Poder Judiciário. Ofícios foram mandados por diversos juízes das Varas Criminais da capital e interior do Estado para o secretário da Administração Penitenciária de São Paulo, Nagashi Furukawa, perguntando o que tem sido feito para impedir que os criminosos, de suas celas, usando celulares, preparem planos de assaltos, resgates e fugas. Eles sugerem que a segurança seja reforçada nas portarias das prisões, para impedir que os presidiários tenham acesso aos telefones. Furukawa disse ter consultado a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para saber se existe aparelhagem que possa interferir nas ligações. A resposta recebida pelo secretário foi que estão sendo feitos estudos, mas não há nenhum aparelho que permita interceptar ou dificultar as ligações pelo celular. O secretário determinou à Coordenadoria dos Estabelecimentos Penitenciários que a segurança seja reforçada nos dias de visita. Nos dias normais, o mesmo deverá ocorrer na entrada destinada aos funcionários. As denúncias recebidas pela secretaria apontam alguns funcionários de presídios como responsáveis pela entrega de celulares aos presos. No mês passado, um dos três dentistas da Casa de Detenção foi preso ao entrar com nove celulares no presídio. Os aparelhos deveriam ser entregues a um dos detentos. O dentista responde a sindicância administrativa. Há uma determinação da diretoria do presídio proibindo a entrada de funcionários e visitas com os aparelhos. Ele não pôde ser processado porque o Código Penal não prevê ser crime entrar com celulares num presídio.

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