Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Celular de Rodrigo Maia cai na rede

Grupos contra anistia a caixa 2 divulgam por aplicativo número do presidente da Câmara dos Deputados

Isadora Peron e Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2016 | 00h39

BRASÍLIA - O número do celular do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi divulgado em redes sociais e grupos de WhatsApp para que ele fosse pressionado a se posicionar contra a anistia à prática de caixa 2. Segundo a assessoria de imprensa de Maia, apesar das dezenas de mensagens que recebeu durante o dia, ele não está pensando em mudar de número e teria, inclusive, respondido alguns dos questionamentos dos eleitores. 

Nas mensagem trocadas com os cidadãos, Maia voltou a repetir o discurso de que a Câmara não vai aprovar a anistia ao caixa 2, e que isso se trata apenas de um mal-entendido para denegrir a imagem dos parlamentares.

Ao divulgar o telefone de Maia na internet, uma mulher pediu que as pessoas evitassem “mandar o cara para tudo que é lugar” para que ele não trocasse de número como aconteceu como o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que também teve o celular divulgado.

Pressão. A possibilidade de os deputados federais aprovarem uma anistia ao caixa 2 junto com o pacote de medidas contra a corrupção que deve ser votado na Câmara na próxima terça-feira, 29, gerou revolta nas redes sociais esta semana. Nesta quinta-feira, 24, a hashtag #anistiacaixa2nao foi o assunto mais falado no Twitter no Brasil.

Um site também foi criado para que as pessoas possam mandar um e-mail para pressionar os deputados a votar contra a anistia. São listados pelo menos 25 nomes de deputados, a maioria da base aliada do presidente Michel Temer, como o líder do PMDB, Baleia Rossi; do PSDB, Antonio Imbassahy; do PSD, Rogério Rosso; e do PTB, Jovair Arantes.

Os criadores da página registram que os deputados querem aprovar a medida porque os políticos estão “assustados com a mega delação da Odebrecht”, mas que “o Brasil inteiro está acompanhando de perto a votação”.

Ato. Principais organizadores das manifestações em defesa do impeachment de Dilma Rousseff, os grupos Vem Pra Rua, MBL e Nas Ruas convocaram seus seguidores para protestar na Avenida Paulista contra o projeto de anistia ao caixa 2. O ato, que foi marcado para o dia de 4 de dezembro, terá como alvo principal os presidentes da Câmara e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). 

O delegado da Polícia Federal Jorge Pontes, que foi diretor da Interpol no Brasil divulgou nesta sexta-feira, 25, um vídeo chamando os manifestantes para ir às ruas no dia 4 contra a anistia ao caixa 2. “Tomem praças e ruas em protesto contra o Congresso. Temos mais motivos para sair às ruas do que tínhamos quando saímos parea pedir o impeachment de Dilma Rousseff. Congresso se arregimenta para frustrar trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público”, afirmou. 

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