Célio de Castro sai do coma e respira sem tubo

O prefeito de Belo Horizonte, Célio de Castro (PT), de 69 anos, saiu do estado de coma induzido em que se encontrava desde a semana passada, quando sofreu um derrame e passou por uma cirurgia no cérebro. Segundo médicos do Hospital Mater Dei, onde o prefeito completa hoje oito dias de internação, Célio submeteu-se hoje a uma traqueostomia (perfuração da região frontal do pescoço), apenas para facilitar a respiração.Isso significa que o tubo endotraqueal foi retirado e a ventilação mecânica, reduzida. Célio não recebe mais nenhum tipo de sedação, já responde a estímulos sensoriais e a expectativa é para que saia do estado de sonolência em que se encontra, o que poderia acontecer a qualquer momento .De acordo com o boletim divulgado no final da manhã, só quando o prefeito acordar as condições neurológicas do paciente poderão ser avaliadas. Por enquanto, explicou o neurocirurgião Guilherme Cabral, não é possível fazer prognósticos sobre possíveis seqüelas e nem mesmo prever quando terá alta do Centro de Tratamento Intensivo (CTI).A família do prefeito, no entanto, demonstra otimismo. ?Acreditamos que ele não só vai deixar o CTI rapidamente, como também vai nos dar muitas surpresas em sua recuperação física e neurológica", afirmou um dos quatro filhos de Célio, Rodrigo de Castro.Quando foi internado no hospital, o prefeito apresentava uma isquemia transitória. O quadro se agravou, com a formação de um coágulo no cérebro, e Célio demonstrou dificuldades de fala e de movimentos no lado direito do corpo, o que levou os médicos a optarem pela cirurgia. Esta é a terceira internação do prefeito, que é médico, no mesmo hospital, este ano.Em fevereiro e abril, ele ficou por nove dias e duas semanas na unidade, respectivamente, por causa de uma pancreatite e uma pneumonia. Além do derrame e da recuperação da cirurgia, Célio também está sendo medicado nos últimos dias, segundo um amigo, por causa de uma hiperplasia da próstata - uma espécie de inchaço da glândula, comum em homens após os 60 anos.

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