Celebridades causam frisson, mas rotina pode destruir famas

Tiririca, Romário e Jean Wyllys viram atração; no passado, outros famosos, como Timóteo e Clodovil, caíram no esquecimento

João Domingos, de o Estado de S.Paulo,

01 de fevereiro de 2011 | 20h41

BRASÍLIA - Desde esta terça-feira, 1, o eleitor que sintonizar a TV Câmara poderá ver a atuação de um elenco de famosos, que inclui um palhaço, um jogador de futebol e um vencedor do Big Brother Brasil (BBB). Empossados com aplausos, fotos e assédio dos fãs, os estreantes podem ter a sina de outros artistas que no palco do Congresso viraram coadjuvantes.

 

Tomaram posse como deputado federal o palhaço Tiririca (PR-SP), o ex-jogador Romário (PSB-RJ) e o vencedor do Big Brother Brasil Jean Wyllys (PSOL-RJ).

 

A experiência mostra que nem sempre os famosos se transformaram em bons deputados. Há mais resultados negativos do que positivos. Um dos principais exemplos é o do cantor Agnaldo Timóteo. Eleito em 1982 pelo PDT com a maior votação do Rio de Janeiro, Timóteo decepcionou. Traiu o PDT, migrou para o PDS e votou em Paulo Maluf para a Presidência, no Colégio Eleitoral. Na eleição de outubro, tentou voltar à Câmara por São Paulo. Obteve apenas 25.174 votos, ficando na 156ª posição.

 

Na legislatura passada, o costureiro Clodovil chegou à Câmara como um campeão de votos. Desapareceu gradualmente. Entre os 513 deputados, pouco mais de 50 se destacam. O mundo político é muito mais dos conchavos e negociações, coisa que as estrelas parecem ter dificuldades para perceber.

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