CEF e Nossa Caixa se desentendem por causa de loteria

Depois de reclamar da exclusividade, assegurada em lei, às instituições federais para uso dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) nos financiamentos destinados à baixa renda, o presidente da Nossa Caixa, Valdery Albuquerque, agora diz estar sofrendo boicote por parte da Caixa. O motivo da discórdia desta vez é a loteria da Cultura, lançada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para financiar projetos culturais no Estado, e proibida de ser comercializada na rede de lotéricos da Caixa. Na semana passada, os lotéricos que estavam vendendo o produto receberam uma carta da Caixa proibindo a venda da loteria da Nossa Caixa. Na carta, a Caixa diz que eles "somente podem comercializar, intermediar, distribuir e divulgar outra modalidade de sorteio ou loteria, ou quaisquer jogos de azar, ainda que legalmente permitidos, com autorização da Caixa" e destaca que "a venda da Loteria instantânea do Estado de São Paulo (raspadinha da Nossa Caixa), nas unidades lotéricas, não está autorizada". Segundo o superintendente Nacional de Loterias da Caixa, Paulo Campos, a decisão de não autorizar novos convênios para a venda de outras loterias criadas pelos governos estaduais foi tomada no ano passado em função de ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). "Existem mais de 9 ações contra a criação de loterias estaduais", afirma. "O entendimento da Caixa é o mesmo do Ministério Público em que somente a União tem autorização para explorar jogos de azar e o faz por intermédio da Caixa", argumenta.

Agencia Estado,

24 Outubro 2003 | 00h46

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.