CEF alega que precisa do extrato original para apurar violação

O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Mattoso, disse a três senadores da CPI dos Bingos, que o procuraram nesta terça-feira, que a sindicância interna para identificar o nome do funcionário que quebrou ilegalmente o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa ainda não começou. A alegação do presidente da CEF é a de que, por enquanto, nada pode ser feito sem o extrato original da conta. "Eu tenho aqui uma cópia", brincou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), mostrando uma reprodução ilegível de um extrato. Dirigentes da CEF informaram aos senadores que o tipo de extrato repassado à imprensa não poderia ter sido obtido em caixa eletrônico nem pela internet."Esse documento só é conseguido em nível de gerentes", disse o senador tucano, ao relatar a conversa com Mattoso, que prometeu concluir as investigações em 15 dias. Um prazo, contudo, considerado longo demais pela oposição para desvendar esse tipo de operação. "Isso pode ser obtido em dez minutos", disse o líder do PFL, senador José Agripino (RN).ConvocaçãoAmanhã, o PFL vai apresentar requerimento pedindo a convocação de Mattoso para prestar depoimento na CPI dos Bingos. O PSDB, por sua vez, vai solicitar à revista Época que encaminhe à CPI os extratos que foram objeto da reportagem. Segundo Álvaro Dias, os dirigentes da Caixa Econômica estão constrangidos e preocupados com o vazamento dos dados. E, segundo informações de integrantes da CPI dos Bingos, os extratos teriam sido repassados, por fax, também à assessoria do ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Agencia Estado,

21 de março de 2006 | 19h06

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