CCJ votará admissibilidade da reforma da Previdência

O governo enfrenta esta semana mais uma batalha na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara: a votação da admissibilidade da reforma da Previdência. A expectativa do líder do governo, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), é de que a proposta será aprovada ?com ampla maioria? da CCJ, mas os aliados do Planalto vão intensificar a mobilização para garantir a aprovação do ponto mais polêmico: a constitucionalidade da taxação dos servidores inativos. O objetivo do governo é assegurar agora a integralidade do texto encaminhado pelo presidente Lula ao Congresso, deixando as negociações de mérito para a comissão especial.Amanhã, Aldo Rebelo se reunirá com os líderes da base governista para fazer um levantamento do quadro e a decisão será no sentido de substituir na CCJ quem quiser votar contra a taxação dos inativos. A bancada do PT também tem encontro marcado amanhã para discutir as emendas de mérito às reformas que, antes de serem apresentadas às comissões especiais, passarão por uma triagem de uma comissão de sistematização do partido. Nesta quarta-feira, será instalada a comissão especial, de 38 deputados, destinada a examinar o mérito da reforma tributária que, por sua vez, teve sua admissibilidade aprovada na CCJ na semana passada. Para reforçar a defesa das reformas, o governo estará distribuindo também amanhã uma cartilha citando dez motivos que justificariam o apoio às propostas.CAE ouve Dilma sobre petróleoA Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado ouve amanhã a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, sobre a política do governo para o refino de petróleo e a construção de nova refinaria da Petrobras no Nordeste. Está marcada para amanhã também a sabatina do futuro diretor do Banco Central, Afonso Sant?Anna Bevilacqua, que substituirá Ilan Goldfajn na diretoria de política econômica. O plenário do Senado estará às voltas com um tema polêmico: a adoção do voto facultativo, um dos itens da reforma política. No entanto, essa proposta de emenda constitucional não agrega os partidos políticos. Dessa forma, as bancadas devem ser liberadas e, para encaminhar contra, o senador Marco Maciel (PE) defenderá a função educativa do voto obrigatório.

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