CCJ rejeita requerimento para ouvir presidente da Caixa

Em votação simbólica, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) rejeitou na tarde de hoje requerimento do líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), convidando para depor o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, sobre a iniciativa da instituição de culpar o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, pela violação do sigilo da conta do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

ROSA COSTA, Agência Estado

08 de junho de 2011 | 13h52

Demóstenes acusa a Caixa de adotar um procedimento "oportunista" por ter silenciado sobre o responsável pela quebra e divulgação do sigilo antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) recusar a denúncia contra Palocci. "Pela primeira vez, a Caixa disse o que todo mundo sabia: que o Palocci foi o responsável pela quebra do sigilo", alegou.

O líder lembrou que, agora, não há mais o que fazer na área penal "porque ele foi absolvido pelo Supremo". "Quer dizer que a Caixa Econômica enganou o Poder Judiciário, retardando a manifestação sobre ação deletéria de Antonio Palocci na quebra do sigilo do Francenildo."

No entender do líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), não há como negar o "itinerário tortuoso" de Antonio Palocci, desde que foi prefeito de Ribeirão Preto. Referiu-se, no caso, às denúncias de superfaturamento de serviços contratados pela prefeitura e à primeira vez em que Palocci foi obrigado a deixar um cargo público, no caso o Ministério da Fazenda, suspeito de comandar o esquema de violação do sigilo bancário de Francenildo.

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