Cavalcanti critica projeto de união civil entre gays

Ferrenho defensor da família, o primeiro-secretário da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE), disse hoje estar "estupefato" e acusou o governo de banalizar o Plano Nacional de Direitos Humanos para garantir o casamento gay. No lançamento do plano, o presidente Fernando Henrique Cardoso recomendou apoio ao projeto de autoria da atual prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), em tramitação no Congresso, que legaliza a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Para Cavalcanti, a postura do governo foi "vergonhosa". "Prefiro acreditar que o presidente Fernando Henrique Cardoso tenha sido levado a anunciar tantas banalidades por pressão dos ativistas do movimento gay que assessoravam o ex-ministro da Justiça, o obscuro José Gregori", afirmou o deputado em nota à imprensa. Segundo ele, Gregori foi o responsável pela nova versão do plano e, como recompensa pelo trabalho, ganhou cargo de embaixador em Portugal, onde também se tenta oficializar a união entre homossexuais. Severino garante que o atual ministro da Justiça, Miguel Reale Junior, foi contra a inclusão dessa norma no plano, mas "foi vencido pelo forte lobby do power gay".O projeto tramita há 8 anos e não foi votado, segundo o deputado, porque os parlamentares entenderam que ele "não atende aos verdadeiros e reais interesses da população". O deputado fez um apelo para que o presidente deixe o Congresso legislar. "Querem humilhar esta Casa, nos pressionando, nos colocando de joelhos, fazendo da Câmara e do Senado meros órgãos carimbadores das decisões do governo", reclamou. Ele argumentou ainda que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já considerou inconstitucional o projeto do casamento entre gays.

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