Cassel rebate crítica com balanço positivo

Ministro admite problemas com o Incra, mas aponta avanço do Pronaf

Roldão Arruda, O Estadao de S.Paulo

03 de janeiro de 2009 | 00h00

As prometidas ações do MST para 2009 podem não impressionar o Palácio do Planalto como imaginam os líderes do movimento. Uma das razões disso é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não avalia as ações do Ministério do Desenvolvimento Agrário apenas pelo número de famílias assentadas no programa da reforma agrária. Quem faz tal afirmação é o titular da pasta, ministro Guilherme Cassel.Rebatendo as acusações de organizações como Movimento dos Sem-Terra sobre a inoperância da instituição que dirige, ele diz: "Em conversas com o presidente Lula, com a ministra Dilma Rousseff e outros ministros, o balanço do nosso ministério em 2008 tem sido muito positivo. Uma das razões disso foi o programa Mais Alimentos, que lançamos no meio da crise de abastecimento e que ajudou a segurar a inflação. Houve uma retração brutal no preço do feijão."O ministro, que afirma ainda não ter números da reforma agrária em 2008, admite a existência de problemas com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), especialmente na estrutura administrativa. Mas destaca outros avanços: "O Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familar (Pronaf) cresceu muito, deu mais impulso aos pequenos agricultores. Realizamos uma feira da agricultura familiar, no Rio, que reuniu mais de 300 mil pessoas."A ação do ministério acabou impulsionando outros setores da economia, segundo Cassel: "O programa Mais Alimentos deu impulso à indústria de tratores, máquinas e implementos agrícolas. Até hoje é um dos setores que melhor resistem à crise econômica internacional, graças a esse impulso."Para 2009, o ministro promete reforçar os acordos já existentes com as Forças Armadas para a regularização fundiária em zonas de conflito na Amazônia: "Queremos ampliar essa associação que tem sido bem-sucedida."

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