Casseb admite que BB errou ao comprar ingressos para show

O presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, disse nesta quarta-feira que não houve irregularidade ou ilegalidade na compra, por parte do banco, de ingressos para o show de Zezé di Camargo e Luciano, que estão realizando espetáculos para ajudar o PT a arrecadar recursos para comprar a nova sede do partido em São Paulo. "Se o banco identificou que por trás do show existia um partido político, o PT, deveria ter revertido", afirmou.Ele disse que embora não tenha participado da decisão, já que estava em férias, aprova os procedimentos adotados, fazendo a ressalva de que a compra deveria ter sido cancelada. Casseb explicou que a Churrascaria Porcão, onde foi realizado o show, é cliente de uma agência do BB e apresentou proposta para que o banco comprasse ingressos para o evento. A agência encaminhou a proposta para instâncias superiores e o comitê de marketing autorizou que os ingressos fossem dados a funcionários que haviam sido classificados em um concurso interno de venda de cartões de crédito. O banco gastou R$ 70 mil na compra de ingressos. Depois da repercussão negativa do caso, a churrascaria decidiu devolver o dinheiro ao BB."Sou presidente do banco e assumo inteira responsabilidade pelo que aconteceu", afirmou. Ele disse que a certeza de que o banco agiu corretamente fez com que ele ligasse para o Tribunal de Contas da União e Ministério Público, para os quais entregará pessoalmente explicações sobre o caso. Casseb disse ainda que patrocínios previstos para shows da dupla Zezé di Camargo e Luciano não tinham relação com esse episódio. Ele argumentou que o público da dupla tem o perfil de clientes que o BB quer conquistar para o Banco Popular. O cancelamento dos shows com a dupla, segundo sua explicação, ocorreu devido ao atraso na implantação do Banco Popular.

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