Cassado pelo TSE, Jackson Lago diz que irá recorrer

Governador do Maranhão perdeu mandato acusado de compra de votos e abusos; Roseana deve assumir

MARIANGELA GALLUCCI, Agencia Estado

04 de março de 2009 | 11h19

Cassado no início da madrugada desta quarta-feira, 4,  pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), disse que vai recorrer e deve permanecer no cargo até o último recurso. O TSE determinou que o governo daquele Estado seja assumido pela senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), segunda colocada na eleição de 2006. Esta foi a segunda cassação de governador em menos de um mês. No dia 17, o TSE confirmou a cassação do então governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e a posse do então senador José Maranhão (PMDB).   Veja Também: Com cassações do TSE, PMDB amplia poder nos Estados Opine: TSE deve investigar passado dos substitutos?  Saiba quem são os governadores na mira do TSECinco dos sete ministros do TSE concluíram que na eleição de 2006 ocorreram irregularidades que beneficiaram a candidatura de Jackson Lago e prejudicaram Roseana Sarney. Entre outras acusações, a oposição alegou que foram feitos 1.817 convênios no ano da eleição entre o governo estadual e prefeituras e associações civis. Lago acompanhou o julgamento por um telão nos jardins do palácio do governo. No final da tarde de ontem, simpatizantes do governo e militantes do Movimento dos Sem-Terra fizeram uma caminhada em apoio a Lago. No julgamento, ocorreu um duelo entre os ex-ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence, que defendeu os interesses de Roseana Sarney, e Francisco Rezek, responsável por tentar convencer os integrantes do TSE de que Jackson Lago não cometeu irregularidades na eleição. Sepúlveda Pertence tentou convencer os ministros do TSE que Jackson Lago é um político como os outros, que exerceu mandatos de deputado e prefeito de São Luís, e não apenas um "médico ingênuo". Francisco Rezek reagiu em seguida. Disse que Jackson Lago não é um político tradicional, que é um médico que se entregou à atividade política e que não tem concessão de rádio e televisão.

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